sábado, 21 de novembro de 2009



So sick and tired of all the needless beating...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

hate

Odeio o modo como você consegue fazer com que suas lágrimas caiam a qualquer momento e como suas súplicas sempre soam tão falsas aos meus ouvidos. Odeio ter desestruturado minha vida por tua conta e odeio que seja extremamente adorável com quem você tem algum tipo de interesse. Odeio como você sempre parece tão frágil e imaculada na tua perfeição imutável, enquanto está quebrando todas as regras por debaixo dos panos. Odeio como varre a sujeira da tua vida para baixo dos móveis e como disfarça a sua podridão. Odeio que se pareça comigo. Odeio que seja eu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A insônia me traz algo bom. Ela traz até mim o que eu mais gosto na noite, o que me completa. O que me traz o caos e o conforto. O silêncio. Quando eu apago as luzes, desligo o som e deito na cama, não há som nenhum vindo de qualquer outro lugar. Eu escuto o silêncio, eu o aprecio. Às vezes, isso me faz sorrir. Às vezes, me faz chorar. Depende do que está na minha mente no momento. A questão é que tudo isso é... gostoso. É gostoso fechar os olhos e saber que todo o resto está sonhando. É gostoso perder a noção do tempo, achar que as horas não existem - ou, pelo menos, não parecem existir. É gosto saber que nada, nada ali pode me atingir. É mais gostoso ainda quando o nada (o silêncio, a escuridão) se torna tudo. Essa é uma forma estranha de se pensar, eu acho. Afinal, o que tem de tão bom em saber que você é a única, naquele momento, que continua acordada no tenebroso mundo da realidade?

terça-feira, 9 de junho de 2009

IMYL

O que os meus olhos não conseguiam enxergar era que a perfeição se constituía inteiramente de defeitos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"You'll imagine you're standing in a lush garden..."

Meus pés estão dormentes. Minhas mãos, tremendo. Meu coração quase explode em palavras. Agarradas nas minhas bochechas, na minha gengiva, nos meus dentes - presas na minha garganta - estão inúmeras coisas que eu gostaria de dizer. Princípios, ideais, sonhos. Falta a devida coragem e momento certo para que eu liberte essas coisas e deixe que alguém consiga chegar até o meu verdadeiro eu. Tem uma pessoa que pode atravessar esse caminho, derrubar minhas barreiras, sem que eu me exponha ou até mesmo abra a boca. Ela está do meu lado agora, mas não fisicamente. Nunca esteve. Sempre foi algo espiritual. Mas pelo menos eu sei que não vai embora. Que vai continuar aqui, haja o que houver.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alice.

Alice gostava de se jogar no gramado e dar formato às nuvens. O mato ralo pinicava-lhe as partes descobertas do corpo e pequenos galhos enroscavam-se nos cabelos cor de fogo, que cobria-lhe os ombros e parte do tórax. A garota sorria enquanto criava personagens que desenrolavam suas histórias nas páginas do céu; era quase como escrever, porém sem caneta e papel.

Enxergava barcos, homens, mulheres, batalhas, corações, casinhas de doces... Para os barcos, existia sempre uma onda que os afundava. Para homens, mulheres lhes destroçavam o coração. Nas batalhas, um golpe certo que tirava a vida de seu comandante. Corações viram caras-metade. E doces derretiam com o Sol.

Havia sempre algo avassalador, que destruía, quebrava no meio. Um naufrágio dos céus, a noite. O consolo das nuvens eram as estrelas.

Um dia, no fim da tarde, Alice enxergou a si mesma. O crepuscúlo deixava algumas nuvens vermelhas, laranja-queimado, e estas pareciam seus próprios cabelos moldando sua delicada, porém vazia, face de algodão. Os olhos eram de gato, instigantes, mas estavam tão murchos e tristes que se refletiam apenas como dois buracos negros, duas falhas. Uma outra forma surgiu ao seu lado e deixou-lhe rosas nos braços brancos, de presente. Depois, recostou-se em seu peito devagarzinho, plantando o ouvido onde supostamente um coração bateria. Os lábios se aproximaram em seguida, mas antes mesmo de se tocarem, quentes e desejosos, um vento forte desmanchou as nuvens, que acabaram por se perder.

Talvez voltassem a se encontrar, um dia, no céu da garota, onde dariam o beijo de reconciliação. Talvez não. A noite caiu, junto com a lágrima que fechou os olhos de Alice. Ela queria segurança novamente; queria um beijo que a levasse de volta para casa. E continuou ali, deitada, aguardando por algo mágico, doce. Esperou pelo conforto. Mas não houve estrelas naquela noite.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

We're all looking for someone to take away the pain. Me and you and my medication (Making the best of it). Love is just a chemical creation (Will it be permanent?). Synthetic sensation, me you and my medication. Can you feel it? Do you feel it?
Coming down, you gotta get up. Can you get up off the ground? Can you hear it? Can you hear me screaming? Can you feel it? Do you feel it coming down? You gotta get up. Can you get up off the ground? I wanna hear it... Wanna hear you breathing.

We're all addicted to something that takes away the pain.
(Me and you and my medication - Boys like Girls)

Fico aqui me perguntando porque sexta feira demora tanto para chegar. Estou com saudade.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Não sei definir o que foi aquilo. Só sei dizer que queria que tivesse sido mais.
Um beijo com cheiro doce.
Um cheiro que agora tem gosto de beijo.

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Sem mais. Aulas estão me matando.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O mundo continuou, mas ela não. Parou, se esgueirou pelas entranhas do tempo. Deixou suas marcas no coração de outras pessoas, mas obviamente, corações tendem a esquecer, assim como os sentidos tendem a transformar tudo o que viveram em um sonho. Uma ilusão, uma mera ilusão do que poderia ter sido, se ela não tivesse ficado presa. O mundo continuou, mas ela ainda assistia a filmes infantis e fingia não se importar com situação crítica do país. Quebrou laços pessoais que anteriormente julgou inquebráveis. Vestiu meias coloridas e amarrou no cabelo fitinhas de cetim, como se fosse uma capa sobre a sua personalidade insana. Fingiu que não conhecia os demônios que lhe assombravam a mente e se atrasou, como se aquilo fosse livrar-lhe das responsabilidades. Usou a voz mais infantil que conhecia ao deixar as pessoas com que esteve, alegando ter enjoado. Não enjoou. Era medo de coisas sérias. Fugiu do que sabia que faria mal. Prefiriu não sentir, a sentir dor. Não morreu, mas também não viveu. Apenas existiu.

O mundo continuou, mas eu não.