segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dependo.

Desde cigarros até pessoas.

domingo, 28 de novembro de 2010

Sobrevivo - você não é a única.

Mas que dói, dói. E desgasta.

Tão difícil lidar com o meu próprio coração magoado; mais doloroso do que demonstrar é sentir e esconder, deixar enterrado. Não sei mais o que faço. Sei que tenho cravada na alma uma agonia tão intensa que não consigo mostrá-la a quase ninguém. Tenho medo ser, de não ser, de aparecer ou parecer ser algo que simplesmente não sou: fraca. E sei que não sou, que suporto, que carrego o que for nas costas.

Aqui dentro ainda existem - sempre existirão, por mais mutilada que eu seja - umas batidas de esperança, uma vontade de amor, de vida(vida esta onde eu não imagino para que direção além de mim - e mais um alguém qualquer - os ventos sopram).

Encontro nisto a minha cruz - matizada, feita de ouro e de esgoto ao mesmo tempo.
"Estou caindo numa tristeza sem dor. Não é mau. Faz parte. Amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grandes êxtases, só alegria, e isto também não é mau. É, mas não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver."

Clarice Lispector.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amava tudo, amava o que queria e até o que não queria, o que lhe doía e o que lhe agradava. Amava o que não importava. Amava tanto que não sabia dizer, não encontrava palavras... Amava de um jeito que só se podia demonstrar com o corpo; amava amando, amava sorrindo, amava falando. De modo que cada sorriso soasse como uma sentença. De modo que cada lágrima parecesse uma declaração. Amava assim, de corpo e alma, sem medo, sem receios.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

- Você é de ouro. Eu não saberia viver sem ti.
(Silêncio)
- Mas não sabe viver comigo, tampouco.
Em contraste com todas as outras coisas que eu não sinto, eu sinto você - longe dos meus braços, mas perto do coração.