my haters are my motivators so you are only making me fucking stronger
segunda-feira, 18 de maio de 2009
"You'll imagine you're standing in a lush garden..."
Meus pés estão dormentes. Minhas mãos, tremendo. Meu coração quase explode em palavras. Agarradas nas minhas bochechas, na minha gengiva, nos meus dentes - presas na minha garganta - estão inúmeras coisas que eu gostaria de dizer. Princípios, ideais, sonhos. Falta a devida coragem e momento certo para que eu liberte essas coisas e deixe que alguém consiga chegar até o meu verdadeiro eu. Tem uma pessoa que pode atravessar esse caminho, derrubar minhas barreiras, sem que eu me exponha ou até mesmo abra a boca. Ela está do meu lado agora, mas não fisicamente. Nunca esteve. Sempre foi algo espiritual. Mas pelo menos eu sei que não vai embora. Que vai continuar aqui, haja o que houver.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Alice.
Alice gostava de se jogar no gramado e dar formato às nuvens. O mato ralo pinicava-lhe as partes descobertas do corpo e pequenos galhos enroscavam-se nos cabelos cor de fogo, que cobria-lhe os ombros e parte do tórax. A garota sorria enquanto criava personagens que desenrolavam suas histórias nas páginas do céu; era quase como escrever, porém sem caneta e papel.
Enxergava barcos, homens, mulheres, batalhas, corações, casinhas de doces... Para os barcos, existia sempre uma onda que os afundava. Para homens, mulheres lhes destroçavam o coração. Nas batalhas, um golpe certo que tirava a vida de seu comandante. Corações viram caras-metade. E doces derretiam com o Sol.
Havia sempre algo avassalador, que destruía, quebrava no meio. Um naufrágio dos céus, a noite. O consolo das nuvens eram as estrelas.
Um dia, no fim da tarde, Alice enxergou a si mesma. O crepuscúlo deixava algumas nuvens vermelhas, laranja-queimado, e estas pareciam seus próprios cabelos moldando sua delicada, porém vazia, face de algodão. Os olhos eram de gato, instigantes, mas estavam tão murchos e tristes que se refletiam apenas como dois buracos negros, duas falhas. Uma outra forma surgiu ao seu lado e deixou-lhe rosas nos braços brancos, de presente. Depois, recostou-se em seu peito devagarzinho, plantando o ouvido onde supostamente um coração bateria. Os lábios se aproximaram em seguida, mas antes mesmo de se tocarem, quentes e desejosos, um vento forte desmanchou as nuvens, que acabaram por se perder.
Talvez voltassem a se encontrar, um dia, no céu da garota, onde dariam o beijo de reconciliação. Talvez não. A noite caiu, junto com a lágrima que fechou os olhos de Alice. Ela queria segurança novamente; queria um beijo que a levasse de volta para casa. E continuou ali, deitada, aguardando por algo mágico, doce. Esperou pelo conforto. Mas não houve estrelas naquela noite.
Enxergava barcos, homens, mulheres, batalhas, corações, casinhas de doces... Para os barcos, existia sempre uma onda que os afundava. Para homens, mulheres lhes destroçavam o coração. Nas batalhas, um golpe certo que tirava a vida de seu comandante. Corações viram caras-metade. E doces derretiam com o Sol.
Havia sempre algo avassalador, que destruía, quebrava no meio. Um naufrágio dos céus, a noite. O consolo das nuvens eram as estrelas.
Um dia, no fim da tarde, Alice enxergou a si mesma. O crepuscúlo deixava algumas nuvens vermelhas, laranja-queimado, e estas pareciam seus próprios cabelos moldando sua delicada, porém vazia, face de algodão. Os olhos eram de gato, instigantes, mas estavam tão murchos e tristes que se refletiam apenas como dois buracos negros, duas falhas. Uma outra forma surgiu ao seu lado e deixou-lhe rosas nos braços brancos, de presente. Depois, recostou-se em seu peito devagarzinho, plantando o ouvido onde supostamente um coração bateria. Os lábios se aproximaram em seguida, mas antes mesmo de se tocarem, quentes e desejosos, um vento forte desmanchou as nuvens, que acabaram por se perder.
Talvez voltassem a se encontrar, um dia, no céu da garota, onde dariam o beijo de reconciliação. Talvez não. A noite caiu, junto com a lágrima que fechou os olhos de Alice. Ela queria segurança novamente; queria um beijo que a levasse de volta para casa. E continuou ali, deitada, aguardando por algo mágico, doce. Esperou pelo conforto. Mas não houve estrelas naquela noite.
Assinar:
Comentários (Atom)