quarta-feira, 1 de julho de 2009

A insônia me traz algo bom. Ela traz até mim o que eu mais gosto na noite, o que me completa. O que me traz o caos e o conforto. O silêncio. Quando eu apago as luzes, desligo o som e deito na cama, não há som nenhum vindo de qualquer outro lugar. Eu escuto o silêncio, eu o aprecio. Às vezes, isso me faz sorrir. Às vezes, me faz chorar. Depende do que está na minha mente no momento. A questão é que tudo isso é... gostoso. É gostoso fechar os olhos e saber que todo o resto está sonhando. É gostoso perder a noção do tempo, achar que as horas não existem - ou, pelo menos, não parecem existir. É gosto saber que nada, nada ali pode me atingir. É mais gostoso ainda quando o nada (o silêncio, a escuridão) se torna tudo. Essa é uma forma estranha de se pensar, eu acho. Afinal, o que tem de tão bom em saber que você é a única, naquele momento, que continua acordada no tenebroso mundo da realidade?